Mês de março acabando e o Dia das Mulheres ficou para trás. Segundo a Roda de Mulheres da Âme realizada nesse mês, ser mulher é sobre ser resiliente – e essa semana eu me vi nessa palavra, trazida pelo grupo.
Fui buscar uma definição na internet para ter clareza sobre o que eu estava pensando e foi isso que encontrei: “Resiliência é a capacidade de se adaptar e superar situações difíceis, adversidades ou desafios, mantendo o equilíbrio emocional e psicológico. Envolve a habilidade de lidar com problemas, traumas, estresse ou mudanças de forma positiva, aprendendo com as experiências e se fortalecendo com elas.”
De novo encontrei aí a tal “força” que as mulheres que têm – que não sabemos de onde sai e sempre nos surpreende.
Minha semana foi com filha pequena doente, portanto, sem escola, eu com trabalho, final do ciclo de treinos para minha primeira maratona, uma junção incomum de eventos sociais, aniversário do marido, noites mal dormidas e, obviamente, eu beirando uma gripe. Mas a tal resiliência, aquelas que as mulheres da Roda me falavam, me acompanhou dia pós dia, para terminar a semana bem, dentro do que foi possível, cansada, mas com sorriso no rosto.
Lembrei de uma amiga querida que perdeu o pai recentemente e, em meio a lágrimas, tristeza, dúvidas, de alguma forma ela me falava sobre essa resiliência, essa força, que ela estava sentindo e não sabia bem explicar, sobre como a vida continua depois de eventos como esse.
Teve uma outra amiga querida falando sobre como estava se sentindo mais forte, mais sólida e segura, mesmo após o término de um relacionamento.
Também ouvi uma história, durante um treino de corrida sobre uma mãe, que teve um filho com uma doença rara, fora do Brasil, e tudo que ela atravessou.
Todas essas mulheres – e muitas mais – despertaram minha admiração.
Lembrei da Roda de Mulheres. Lembrei do Dia das Mulheres. Lembrei que o mês está acabando e, para mim, segue sendo tempo de lembrar a todos e todas, a magia de ser mulher.